como é que vamos seguir adiante, minha gente?
Leila Lopes e Lombardi, numa tacada só.
deve ser um sinal do fim dos tempos.
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se tem algo que eu ABOMINO é gente cochichando. criança cochichado é uma coisa. agora, ADULTOS, cochichando no ambiente de trabalho...
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e a sujeita que todo santo dia fala sobre o filho?
eu gosto de criança, mas aquela coisa bem geral, sabe?
não tenho paciência pra ficar ouvindo relatos de acontecimentos que acho completamente dispensáveis e ainda fazer cara de 'ai, que máximo, amigam!'.
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e o sono me consome.
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será que todos os casais, depois de um tempo, deixam de ser afetuosos?
pra mim isso é tão inconcebível que, quando vejo dois jovens saindo para o trabalho, cada um em seu veículo, sem sequer dar um selinho e desejar 'bom trabalho' eu acho esquisito, fora do normal. ok, pode ser que eles ja tenham se despedido antes de sair de casa, mas mesmo assim, caminharem como 2 amigos, sem carinhos, sem toque, sem brincadeirinhas... ah, não acho normal, não.
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dezembro, né?
e as chuvinhas e o calor e as casas enfeitadas. e um sono fenomenal. e uma vontade louca de jogar na cama fazer de conta que não tenho nenhuma responsabilidade.
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sentença (constatação) repetida: eu preciso de romance em minha vida.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
será que se eu deitar sobre esta mesa alguém vai notar?
de que adianta dormir muito no sabado, acordar tarde no domingo se, hoje, segunda, fico assim, cambaleante?
eu preciso é de férias.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
joga fora no lixo.
Trechos de diálogos inúteis:
1. Eu e minha prima de 22 anos:
(...)
Ela: Vê, você precisa trabalhar o desapego.
Eu: Ah, é? Então me conta como é que se ‘trabalha o desapego’....
Ela: Simples: você pega, mas não se apega.
Eu: Hm.
Ela: Pega e DESapega.
Eu: Fácil! Acho que eu poderia, de fato, trabalhar o desapego. Mas pra isso, antes, eu preciso PEGAR.
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2. Eu e um rapaz que um dia teve bastante importância em minha vida, mas hoje namora uma loraça belzebu siliconada e mora (com ela) no condomínio em frente ao meu:
(...)
Ele: Todos os dias olho pra sua janela...
Eu: mesmo? (como se eu não soubesse e não visse, rá!)
Ele: mesmo. Tenho muita vontade de ir lhe ver e...
Eu: e...? É, mas toda vez que volta a namorar você some.
Ele: ...mas é melhor assim. Porque evito de cair em tentação. (pfffffffffff)
Eu: de fato, enquanto o quadro for este, de você namorando, melhor evitar, mesmo.
domingo, 22 de novembro de 2009
haikai?
terça-feira, 17 de novembro de 2009
desde que voltei do Rio não tive um único sonho bom. o pior, de tudo, é que em muitos deles eu sabia, em alguns momentos, que estava a sonhar mas simplesmente não conseguia acordar pra me livrar do mal estar.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Je m'appelle...
Liguei pra minha avó, para perguntar algumas coisas sobre os descendentes italianos:
- Vó, de que parte da Itália vieram seus pais?
- De nenhuma, a minha mãe era filha de franceses e, meu pai, de caboclos, mesmo.
E eu levei 30 anos pra descobrir isso.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
"Não doía... mas de repente a pessoa ficava com um pedaço a menos. Algumas pessoas atiravam-se de propósito lá para dentro, ao verem que o nada se aproximava demais. É que o nada exerce uma atração irresistível, tanto mais forte, quanto maior é o lugar." [A História sem fim, de Michael Ende.]
louca.
Você percebe que a neurose jamais será extirpada de seu ser quando, ao ver um filme que adora e observar o apartamento lindamente decorado da personagem principal, cheio de livros, quadrinhos, badulaques, móveis e tudo o mais, pensa: ‘karalho, como é que ela faz pra limpar tudo isso?’.
sábado, 7 de novembro de 2009
ah, se eu soubesse...
na próxima encarnação eu juro que, aos 18 anos, não serei tão teimosa e prepotente. viu, deus? tá me ouvindo? eu to jurando, me cobre, por gentileza.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Eu deveria escrever sobre a viagem, mas não vou.
Prefiro refletir sobre a dificuldade que tenho para ser imparcial e respeitar os limites e limitações alheios. Não significa que eu invada espaços, que fique gritando minhas verdades o tempo todo, mas, sim, que é muito, muito, muuuuito difícil ver certas coisas, comportamentos, padrões com os quais discordo completamente e fazer cara de paisagem. Se eu fosse ainda uma adolescente talvez berrasse e dissesse aquilo tudo que me vem à ponta da língua. Mas agora sei que não posso fazer isso, a não ser que tenha abertura para tanto. Então, o esforço concentra-se em aprender a ficar calada, aprender a respirar beeeeem fundo e compreender que os padrões e comportamentos e limitações que me irritam pertencem ao outro, e não a mim. E que minha vida já é por demais cheia de pendengas a resolver para eu me abalar a resolver as alheias.
Mas olha, vou te contar, é foda.
Apenas uma observação, ‘a título de’ comentário inútil e dispensável: adoro o Rio de Janeiro. Desde a primeira ida me encantei pela a cidade e comecei a cogitar a possibilidade de me mudar pra lá. A cidade, apesar dos problemas – que todo grande centro possui – é ótima. O que não é ótimo são os cariocas. Sim, isso é uma generalização feita a partir de minha experiência com uma parcela ínfima dos ‘cidadãos cariocas’. Mas olhando ao redor e vendo que essa parcela ínfima se relaciona “harmoniosamente” em comunhão com outros tantos conterrâneos a conclusão é que se existe bicho escroto, ele pode atender pela ‘alcunha’ de carioca. Ah, vale ressaltar: carioca-macho. Nojo, sabe? NO-JO.
Então vou ali, voltar à realidade – que nem é das melhores, mas é a que ocupa minha mente, mantém minha sanidade e paga minhas contas.
Obrigada.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
por mais que goste de viajar, normalmente, às vesperas da viagem, fico assim, meio 'sei lá'. um cansaço de pensar no desconforto, nas horas de viagem, no desconhecido que pode acontecer, nos dias na casa alheia com pouco espaço.
sábado, 19 de setembro de 2009
não tem pressa, ele pode esperar. em silêncio.
pronta da silva xavier, esperando minha carona pra ir fotografar um aniversário - \o/.
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você.

