quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

como é que vamos seguir adiante, minha gente?
Leila Lopes e Lombardi, numa tacada só.
deve ser um sinal do fim dos tempos.

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se tem algo que eu ABOMINO é gente cochichando. criança cochichado é uma coisa. agora, ADULTOS, cochichando no ambiente de trabalho...

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e a sujeita que todo santo dia fala sobre o filho?
eu gosto de criança, mas aquela coisa bem geral, sabe?
não tenho paciência pra ficar ouvindo relatos de acontecimentos que acho completamente dispensáveis e ainda fazer cara de 'ai, que máximo, amigam!'.

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e o sono me consome.

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será que todos os casais, depois de um tempo, deixam de ser afetuosos?
pra mim isso é tão inconcebível que, quando vejo dois jovens saindo para o trabalho, cada um em seu veículo, sem sequer dar um selinho e desejar 'bom trabalho' eu acho esquisito, fora do normal. ok, pode ser que eles ja tenham se despedido antes de sair de casa, mas mesmo assim, caminharem como 2 amigos, sem carinhos, sem toque, sem brincadeirinhas... ah, não acho normal, não.

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dezembro, né?
e as chuvinhas e o calor e as casas enfeitadas. e um sono fenomenal. e uma vontade louca de jogar na cama fazer de conta que não tenho nenhuma responsabilidade.

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sentença (constatação) repetida: eu preciso de romance em minha vida.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

será que se eu deitar sobre esta mesa alguém vai notar?
de que adianta dormir muito no sabado, acordar tarde no domingo se, hoje, segunda, fico assim, cambaleante?

eu preciso é de férias.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

joga fora no lixo.

Trechos de diálogos inúteis:

1. Eu e minha prima de 22 anos:
(...)
Ela: Vê, você precisa trabalhar o desapego.
Eu: Ah, é? Então me conta como é que se ‘trabalha o desapego’....
Ela: Simples: você pega, mas não se apega.
Eu: Hm.
Ela: Pega e DESapega.
Eu: Fácil! Acho que eu poderia, de fato, trabalhar o desapego. Mas pra isso, antes, eu preciso PEGAR.

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2. Eu e um rapaz que um dia teve bastante importância em minha vida, mas hoje namora uma loraça belzebu siliconada e mora (com ela) no condomínio em frente ao meu:
(...)
Ele: Todos os dias olho pra sua janela...
Eu: mesmo? (como se eu não soubesse e não visse, rá!)
Ele: mesmo. Tenho muita vontade de ir lhe ver e...
Eu: e...? É, mas toda vez que volta a namorar você some.
Ele: ...mas é melhor assim. Porque evito de cair em tentação. (pfffffffffff)
Eu: de fato, enquanto o quadro for este, de você namorando, melhor evitar, mesmo.

domingo, 22 de novembro de 2009

haikai?

Ainda bem que o coração bate sozinho
Se precisasse pensar: bate-bate-bate...
Já tinha batido as botas

[J.R. Daher e eu]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

desde que voltei do Rio não tive um único sonho bom. o pior, de tudo, é que em muitos deles eu sabia, em alguns momentos, que estava a sonhar mas simplesmente não conseguia acordar pra me livrar do mal estar.

essa noite fiz uma mistura entre encarnados e desencarnados. sangue, pombos e galinhas. água suja e chuva. e um rapaz com quem estudei que tem o mesmo nome de um ex namorado, com a diferença de que este rapaz é muito, muito magro. no sonho, meu pai o encontrava e dizia: agora, sim! e logo depois começava uma matança que mais pareceu caça às bruxas e vampiros, porque teve estacas e mortos vivos, e....
ai, credo!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Je m'appelle...

Liguei pra minha avó, para perguntar algumas coisas sobre os descendentes italianos:

- Vó, de que parte da Itália vieram seus pais?
- De nenhuma, a minha mãe era filha de franceses e, meu pai, de caboclos, mesmo.

E eu levei 30 anos pra descobrir isso.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"Não doía... mas de repente a pessoa ficava com um pedaço a menos. Algumas pessoas atiravam-se de propósito lá para dentro, ao verem que o nada se aproximava demais. É que o nada exerce uma atração irresistível, tanto mais forte, quanto maior é o lugar." [A História sem fim, de Michael Ende.]

louca.

Você percebe que a neurose jamais será extirpada de seu ser quando, ao ver um filme que adora e observar o apartamento lindamente decorado da personagem principal, cheio de livros, quadrinhos, badulaques, móveis e tudo o mais, pensa: ‘karalho, como é que ela faz pra limpar tudo isso?’.

sábado, 7 de novembro de 2009

ah, se eu soubesse...

na próxima encarnação eu juro que, aos 18 anos, não serei tão teimosa e prepotente. viu, deus? tá me ouvindo? eu to jurando, me cobre, por gentileza.

porque nessa eu perdi tantas oportunidades. eu devia ter feito tanta coisa que deixei de fazer por arrogância, medo, insegurança, teimosia e, como já disse, prepotência.
quando eu tinha 13 anos um rapaz de 16, chamado paulo henrique, se apaixonou por mim numa viagem ao playcenter. ele foi com a turma da minha escola, embora já estivesse no colegial. eu não lembro direito dele, só lembro do sorriso e dos dentes - branquiiiinhos e certinhos. mas disseram pra mim que ele trabalhava como palhaço e na época eu não achei isso muito legal. fora que, embora eu tivesse minhas diversas paixões platônicas, concretizar qualquer tipo de relação era algo fora de cogitação. acho engraçado como, hoje, as meninas com 13 anos ja perderam a virgindade e isso soa como normal. ok, seculos atrás as mulheres casavam-se com essa idade então não há nada de tão anormal assim, se formos considerar algumas questões. mas eu não quero considerar questões gerais. afinal, to falando de mim.
então que com 13 anos eu não tinha nem beijado na boca ainda e esse paulo se encantou. gente, eu era horrível aos 13. tinha cara de bolacha, cabelo chanel e corpo de criança. mas mesmo assim, o rapaz queria me namorar. voltamos da viagem e eu soube por uma menina que ele queria até encarar meu pai, que naquela época eu via como alguém mutcho brabo, pra pedir o consentimento. mas não, ele era palhaço, né? e eu tinha medo, além de ser uma imbecil preconceituosa.
daí, aos 19, depois de uns casinhos mal sucedidos, eu tive meu primeiro namorado. ele era mais velho e eu não quis dar pra ele. tsc. BURRA. BURRAAAAAAAAAA! mil vezes burra. se tivesse sido menos fresca certamente teria me divertido à beça, gozado litros, passeado, viajado e tudo na faixa, porque além de tudo ele era rico.
to dizendo, na próxima encarnação vai ser diferente.
aos 19 eu também tirei a carteira de habilitação. para dirigir carro, porque moto, pfff, 'não gosto de moto, não existe a MENOR possibilidade de um dia eu vir a dirigir uma'. ahn? como é que a pessoa pode afirmar algo com convicção aos 19 anos? pois. eu afirmava. e, neste caso específico, com o total apoio de meu pai, que sofreu um acidente gravíssimo de moto quando era jovem e temia pela minha vida. ai, quanto drama.
hoje, 10 anos depois, estou considerando seriamente a possibilidade de aprender a andar de moto e comprar uma pra facilitar minha rotina. veja, não significa que eu tenha aprendido a gostar de moto e que essa seja minha mais nova paixão. o caso é que não tenho dinheiro suficiente pra comprar um carro, e não estou disposta a financiar um ad eternum. moto é o meio mais barato e, sem dúvida, econômico. mas aí, claro, não é tão simples. não posso chegar na loja e dizer: garçom, traz aí uma motoca supimpa e envenenada pra eu sair por aí sendo feliz, tomando chuva e correndo o risco de morrer na primeira rotatória. não posso. eu preciso, primeiro, aprender a dirigir uma. pra se ter uma idéia, só fui descobrir ano passado que as marchas de uma moto são mudadas no pedal. daí a gente já calcula como vai ser se eu decidir aprender a guiar.

sabe, não é fácil.
não é facil chegar aos 29 e ter a sensação de que se você tivesse feito 3 coisas, apenas 3, de forma diferente antes dos 20, sua vida poderia ser completamente diferente, e melhor, aos 30.

se eu tivesse namorado o paulo henrique(aos 14), dado pro andré e aprendido a andar de moto eu seria outra.

acontece que não namorei, não dei e moto, pra mim, é brinquedo de menino. então tou mais ou menos como aquela propaganda de não sei o quê que diz que 'tá na hora de rever os seus conceitos'.
vamos ver se, quando eu chegar aos 30, algo vai estar diferente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Eu deveria escrever sobre a viagem, mas não vou.

Prefiro refletir sobre a dificuldade que tenho para ser imparcial e respeitar os limites e limitações alheios. Não significa que eu invada espaços, que fique gritando minhas verdades o tempo todo, mas, sim, que é muito, muito, muuuuito difícil ver certas coisas, comportamentos, padrões com os quais discordo completamente e fazer cara de paisagem. Se eu fosse ainda uma adolescente talvez berrasse e dissesse aquilo tudo que me vem à ponta da língua. Mas agora sei que não posso fazer isso, a não ser que tenha abertura para tanto. Então, o esforço concentra-se em aprender a ficar calada, aprender a respirar beeeeem fundo e compreender que os padrões e comportamentos e limitações que me irritam pertencem ao outro, e não a mim. E que minha vida já é por demais cheia de pendengas a resolver para eu me abalar a resolver as alheias.
Mas olha, vou te contar, é foda.

Apenas uma observação, ‘a título de’ comentário inútil e dispensável: adoro o Rio de Janeiro. Desde a primeira ida me encantei pela a cidade e comecei a cogitar a possibilidade de me mudar pra lá. A cidade, apesar dos problemas – que todo grande centro possui – é ótima. O que não é ótimo são os cariocas. Sim, isso é uma generalização feita a partir de minha experiência com uma parcela ínfima dos ‘cidadãos cariocas’. Mas olhando ao redor e vendo que essa parcela ínfima se relaciona “harmoniosamente” em comunhão com outros tantos conterrâneos a conclusão é que se existe bicho escroto, ele pode atender pela ‘alcunha’ de carioca. Ah, vale ressaltar: carioca-macho. Nojo, sabe? NO-JO.

Então vou ali, voltar à realidade – que nem é das melhores, mas é a que ocupa minha mente, mantém minha sanidade e paga minhas contas.

Obrigada.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

por mais que goste de viajar, normalmente, às vesperas da viagem, fico assim, meio 'sei lá'. um cansaço de pensar no desconforto, nas horas de viagem, no desconhecido que pode acontecer, nos dias na casa alheia com pouco espaço.

ao mesmo tempo, uma alegria sem tamanho por reencontrar meus queridos, por passear pelas ruas do Rio (que eu adoro) e por estar, enfim, longe de tudo que me é comum.

então eu vou ali, ser um pouquinho feliz. descansar da rotina, respirar um ar diferente, encontrar gente especial. só pra me lembrar que sou gente.

tchau.

sábado, 19 de setembro de 2009

não tem pressa, ele pode esperar. em silêncio.

pronta da silva xavier, esperando minha carona pra ir fotografar um aniversário - \o/.

faz 3 dias que 'futuros amantes' ressoa na minha cabeça.
ainda que eu desconheça, deve haver algum motivo.


Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você.

domingo, 13 de setembro de 2009

final de semana exaustivo e feliz.

no sábado a noite, um aniversário.


hoje, domingo, um casamento. LINDO.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

=)